Vivemos numa sociedade que dá muito valor para a quantidade em detrimento da qualidade. Por exemplo, no mundo corporativo há uma corrida colossal para obter certificados. A quantidade é que importa, pouco se importando com a consolidação do conhecimento.
O sucesso de uma pessoa é medido pelo que? Pela quantidade de seguidores que ela tem nas suas redes sociais.
Uma pessoa atlética é medida pela quantidade de vezes que ela frequenta semanalmente a academia.
Um intelectual é medido pela quantidade de livros que ele possui na sua biblioteca pessoal, pouco pelo conhecimento que tem de fato.
No reino das quantidades tudo acaba sendo imanente. Acaba em si mesmo. No reino da quantidade parece pouco importar a transcendência de coisas que não se explica pela materialidade.
Numa balada importa a quantidade de ficantes, a qualidade que se dane, dizem os servos do reino das quantidades.
Para certos homens o que importa mesmo é a quantidade de sexo. Com quantas mulheres ele transou, pouco importa a qualidade do sexo. Afinal, na sua redução imanente tudo acaba ali.
Para certas mulheres o que importa no homem é quanto dinheiro ele tem e ela pode usufruir, pouco importa o caráter dele, mesmo que ela apanhe, a quantidade de dinheiro compensa. Esse é o reino das quantidades.
A qualidade é o refinamento das coisas, sem ela tudo se banaliza e o reino das quantidades só cresce.
Pense nisso!

Psicólogo clínico, com pós-graduação em Neurociências pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Faço atendimentos individuais para adolescentes, adultos e idosos. Trabalho com atendimento online para qualquer lugar do Brasil e exterior.